Mulher aciona o botão do pânico e Polícia Militar evita feminicídio em Joinville

Na madrugada desta terça-feira, 14, uma mulher acionou o “botão do pânico” através do aplicativo PMSC Cidadão e os militares detiveram um homem por cárcere privado, ameaça de morte e descumprimento de medida protetiva. A vítima ficou refém por três horas durante os fatos que aconteceram no bairro Petrópolis, em Joinville.

A vítima estava na residência com o pai, um senhor de 83 anos, quando se deparou com o ex-companheiro tentando forçar a entrada no imóvel pela janela, momento o qual pegou o celular acionou o botão do pânico. O homem conseguiu acesso na casa e manteve a vítima em cárcere privado e a ameaçando de morte, dizendo que se ela não fosse ficar com ela, não teria outro.

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Imediatamente, os policiais foram até o local e se depararam com a vítima pedindo socorro, podendo ser visualizado o autor com um objeto pontiagudo e mantendo a mulher como refém, sob ameaça de matá-la. A casa foi trancada com correntes, dificultando o acesso dos militares.

Os primeiros policiais que chegaram no local, isolaram a área e iniciaram a intervenção. Os militares da Companhia de Patrulhamento Tático (CPT) deslocaram em apoio e assumiram as negociações, sendo acompanhados pelo comandante do 5º Comando Regional de Polícia Militar (CRPM), coronel Márcio Leandro Reisdorfer, e pelo comandante do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel André Luiz Adams.

 

Em determinado momento, a vítima começou a passar mal. O homem permitiu que a equipe de saúde e o negociador se aproximassem. As negociações continuaram, sendo conduzidas por policiais da CPT, até o momento em que ele aceitou se render, sem que fosse necessário uso da força.

Como protocolo para esse tipo de ocorrência, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegou a ser acionado, porém os policiais militares que estavam no local obtiveram sucesso na negociação, antes da efetiva chegada do reforço.

O homem havia sido preso pelo Programa Rede Catarina no dia 14 de abril de 2022, por descumprimento da medida protetiva. O agressor saiu do presídio, com  tornozeleira eletrônica, por volta das 20h de segunda-feira, 13, porém quebrou o sistema de vigilância e foi até a residência cometer o crime contra a ex-companheira.

Diante dos fatos, o autor dos fatos foi encaminhado à Central de Plantão Policial (CPP) para dar continuidade ao procedimento da prisão em flagrante.

O comandante do 5º CRPM, coronel Reisdofer, destacou a importância do Programa Rede Catarina, pois, além da vítima ser acompanhada pelo programa e já possuir medida protetiva contra o agressor, a mulher tinha o aplicativo PMSC Cidadão instalado e liberado com o botão do pânico, auxiliando o rápido atendimento dos militares. Os policiais também realizam orientações via aplicativo de mensagem, prestando todo apoio necessário no momento de fragilidade.

 

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