A Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa do Cidadão
embasa suas ações em três pilares: policiamento ostensivo, exercido
pela Polícia Militar; policiamento repressivo e processual através
da polícia judiciária que é a Polícia Civil; e a atividade de
Inteligência com Diretoria de Informação e Inteligência (DINI), onde
são de suma importância os trabalhos desenvolvidos na produção do
conhecimento visando proporcionar segurança à sociedade.
A sensação de segurança é um sentimento em que uma pessoa ou grupo
social ve-se protegido contra ameaças ou agressões aos seus bens,
interesses, valores e a própria vida. Na preservação desses direitos
humanos a SSP desenvolve um conjunto de ações preventivas e
repressivas que objetivam assegurar a ordem pública e a segurança do
cidadão.
O aumento populacional e o avanço tecnológico, dentre outros, são
fatores que vem contribuindo para o aumento da criminalidade, que se
apresenta com formas e ações cada vez mais elaboradas e complexas e
de sofisticados modus operandi, dificultando, sobremaneira, o
trabalho investigativo.
Neste contexto, os órgãos de Segurança Pública passaram a
desenvolver formas de investigações mais eficientes e eficazes no
combate à criminalidade.
A atividade de inteligência de Segurança Pública se apresenta como
instrumento de resposta e apoio ao combate à violência em geral e,
principalmente aos crimes de alta complexidade, procurando
identificar, entender e revelar os aspectos da atuação criminosa que
seriam de difícil detecção pelos meios tradicionais de investigação
policial servindo, ainda, para assessorar as autoridades
governamentais na elaboração de Planos e Políticas de Segurança
Pública.
A doutrina estabelece conceitos, princípios e fundamentos da
atividade de inteligência de Segurança Pública, situá-la como
integrante das atividades do Sistema Brasileiro de Inteligência –
SISBIN, nos aspectos voltados para os trabalhos de Segurança
Pública.
INTELIGÊNCIA POLICIAL – É um dos campos de interesse das atividades
de Inteligência. Serve-se dos dados estatísticos colhidos pela
Gerência de Estatística da DINI e outros buscados ou coletados e que
não estejam disponibilizados nos mapas e gráficos estatísticos.
Estes dados são sistematicamente agrupados pela Gerência de
Operações de Inteligência de forma que a análise destes dados possam
produzir os conhecimentos científicos dos fatores sociais gerados
pelos integrantes destes grupos, bandos ou quadrilhas.
A missão maior da Gerência de Operações de Inteligência é produzir
conhecimentos que possam provocar uma tomada de consciência sobre o
que é um fenômeno criminal, como podemos e até que ponto podemos
conviver com ele e, o que fazer diante dele. Saber decidir por ações
pro-ativas ou reativas conforme se apresentem.
A Gerência de Operações de Inteligência acompanha os campos de
interesse das atividades de Inteligência, mas centra seus esforços
no levantamento das atividades criminosas, agrupando os delitos e
abordando os fatos sociais com enfoques múltiplos que possam
responder àqueles quesitos básicos:
O que?, Onde?, Quando?, Quem?, O que?, Por que?
A Diretoria de Informação e Inteligência é o órgão central do
Sub-Sistema de Inteligência e tem a missão de difundir no âmbito da
Secretaria de Segurança Pública e Defesa do Cidadão os conhecimentos
produzidos, também os fazendo junto às instituições policiais,
sempre respeitando as limitações legais. Está sempre em sintonia com
as agências de Inteligência que atuam no âmbito do Conselho de
Segurança Pública do CODESUL (SC-RS-PR-MS), tendo completa
integração com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, por meio
da Coordenação Geral do Sub-Sistema de Inteligência de Segurança
Pública, com sede em Brasília, DF.